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las hay, las hay


estiveste a dizer

 

 

estiveste a dizer

o quanto sempre sentias

ao sentar-te à mesa

ouvindo o sino do meio-dia

dançar a própria música

a garganta cheia de pó

de viés cuspias grosso

a tristeza manchada no metal

tão antigo dos candelabros

um punho pousado cerrado

outro servia o prato

e a cabeça descoberta

à vista da janela

acenava adeus a quem ia na rua

rodeado de vento

e da certeza única

da morte contra o peito

e de repente perto.



Escrito por felipe k. às 22h30
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